O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/07/2022

A Constuição de 1988 garante que a saúde é um direito de todos, de maneira análoga a isso, na década de 80, no Brasil, foi detectado os primeiros casos de AIDS, uma doença causada pelo vírus HIV. Com o avanço da medicina a AIDS possui tratamento, porém, ainda existem muitos desafios que são enfrentados. Nesse prisma, destacam-se: o preconceito que o infectado convive e a ausência do suporte do Governo no tratamento.

Em primeira análise, evidencia-se o preconceito enfrentado pelo infectado. Sob essa ótica, segundo o último censo do IBGE (2019), mais de 40% dos contagiados sofrem algum tipo de preconceito devido à síndrome, e por conta dessa antipatia o portador da AIDS desiste do tratamento e como consequência, o óbto. A influência desse “desprezo” é preocupante, pois, além da pausa no recurso terapêutico, o isolamento, a vergonha, e até mesmo problemas piscológicos, se torna presente na vida do portador.

Além disso, é notório a ausência do suporte do Governo no tratamento. Desse modo, é necessário que o Governo, principalmente o Ministério de Saúde se comprometa a executar sua função. Consoante a isso, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que muita informação não significa sabedoria, o poder executivo é composto por pessoas repletas de informação e conhecimento, mas que não agem de forma sábia. Indivíduos com essa patologia precisam de assistência, visto que a maioria está afastado do trabalho, ou seja, não existe um provedor oferecendo o auxílio necessário.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira cabe ao Governo elaborar um plano de ação, através do Minísterio da Saúde, por meio de campanhas, oferencendo amparo para famílias que necessitam de ajuda por conta da síndrome, a fim de que os portadores do vírus tenham um acompanhamento e suporte. Somente assim concretiza-se a estrutura da saúde descrita na Constituição de 1988.