O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 14/06/2022

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde não é apenas ausência de doença, mas um estado completo de bem-estar físico, mental e social. Acerca dessa lógica, faz-se preciso, portanto, valorizar também a problemática do vírus HIV no Brasil, ainda que ele seja estigmatizado por parte da sociedade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos à essa temática, é importante analisar a discriminação sofrida pelos portadores do vírus e a falta de informação quanto as formas de contágio.

Em primeira análise evidência-se a discriminação na qual pessoas portadoras do vírus sofrem. Sob esta ótica, segundo o programa das Nações Unidas Unaids, 64,1% das pessoas que tem HIV sofreram algum tipo de discriminação, 43% em ambientes sociais, 41% foram discriminados pela familia, cerca de 19,6% perderam o emprego, 17% relataram já terem sido excluídos de atividades sociais e 6% sofreram agressão. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, o estigma associado ao vírus HIV ainda perdure.

Além disso, é notório a falta de informação quanto as formas de contágio. Nesse sentido, segundo Rouseeau, na obra “contrato social”, cabe ao estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. Entretanto, as autoridades competentes rompem com esta conformidade, uma vez que estão negligenciando este problema de grande proporção em nossa sociedade.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao ministério da saúde , fazer a conscientização da sociedade, por meio de publicidades e eventos, a fim de que as pessoas tenham acesso à informações verdadeiras e busquem ser mais empáticas e tolerantes. Desse modo, espera-se uma sociedade mais justa e tolerante.