O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 06/06/2022
“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma naçao”. A afirmaçao atribuida ao dramaturgo irlandês Oscar Wilde pode ser facilmente aplicada ao estigma do virús no Brasil, ja que justamente a falta de incômodo social diante dessa vicissitude que a consolida como uma regressão para a naçao brasileira. Nesse sentido, essa indiferença tem como origem inegável a insegurança e o preconceito. Assim, nao só a impunidade, como também a falta de poder público contribuem para a naturalizaçao desse quadro problemático.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King " a injustiça num lugar qualquer, é uma ameaça a justiça em todo lugar " cabe perfeitamente. Desse modo tem se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange a essa cicatriz associada ao virús no país.
Além disso, é notório a falta de poder público, ao cumprir seu papel enquanto responsável por garantir direitos básicos. De acordo com a constituição, é direito de todo cidadão ter acesso á saúde pública, tal fato demonstra-se com grande incoerência, visto que é um direito disponível, porém não é realizado na prática.
Por tudo isso, faz-se necessária a intervenção pontual no problema, assim especialistas no assunto, com apoio de ONGS especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influencia midiática sobre o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento da mídia com os relatos de pessoas que vivenciaram tal problema. É possivel também, criar hashtahs para mais visibilidade, a fim de conscientizar a população. Talvez assim, seja possivel construir um país de que Martin Luther King pudesse se orgulhar.