O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 13/06/2022

O artigo 5 da Constituição federal assegura que todos os indivíduos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Porém, é de conhecimento geral que este direito não é absoluto, tendo em vista o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a desinformação sexual entre os adolescentes e o preconceito com pessoas soropositivas.

Deve-se pontuar, de início a desinformação sexual entre os adolescentes. O seriado popular “Sex education” retrata um surto de DST (doença sexualmente transmissível) em uma escola de ensino médio. Porém, não era de conhecimento dos alunos a forma de contágio desta enfermidade, pensando que a forma de transmissão era pelo ar. Assim, há de se considerar que a nova geração não recebe a informação necessária para iniciar-se na vida adulta. Frequentemente explicado pela geração de pais que tratam este assunto como um tabu.

Vale ressaltar o preconceito com pessoas soropositivas O grande filósofo Voltaire citou “O preconceito é opinião sem conhecimento.” Consoante a isso, a falta de conhecimento referente a pessoas soropositivas prejudica relações de trabalho, sociais e amorosas. Atualmente há diversos tratamentos que inativam o vírus da HIV (Imunodeficiência Humana) possibilitando relações sexuais sem contágio ao parceiro.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o estigma associado ao HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde promover aulas e campanhas sobre educação sexual: métodos contraceptivos, DST´S, gravidez, a importância da camisinha, entre outros. Atuando nas escolas de ensino fundamental II a ensino médio, com a instrução de ginecologistas, urologistas e psicólogos a fim de instruir informações para a nova geração. Somente assim, será possível formar cidadãos conscientes e instituir a igualdade entre as pessoas.