O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 07/06/2022

“Uma das características da cultura é tornar normal o que não é”. Diante da afirmação do historiador brasileiro Leandro Karnal, é possível retratar o comportamento da sociedade brasileira acerca do estigma associado ao vírus HIV. Tal cenário é corroborado por falhas gorvenamentais advindas do Estado que não se impõe às questões sociais. Esse fato pode ser ratificado tanto pela falta de acesso às informações do vírus HIV, quanto pela carência de apoio econômico.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que a falta de acesso à informações do HIV torna este estigma mais evidente. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo é fruto de um conjunto de ações exercidas pela sociedade na qual ele é nascido e crescido. Sendo assim, é possível afirmar que a falta de informações tornam indivíduos intolerantes aos cidadãos que são afetados pelo vírus, podendo até disseminar falsas informações sobre tal fato, excluindo os cidadãos da sociedade. Logo, a falta de acesso proveniente dos Orgãos Públicos de saúde tornam o vírus HIV mais estigmatizado, se tornando até em motivo de preconceito.

Além disso, a carência de apoio econômico aos cidadãos brasileiros afetados é um outro fator que evidencia a estigmatização do vírus HIV. Sendo assim, de acordo com o site Agência Brasil, cerca de 19,6% dos indivíduos já perderam alguma fonte de renda ou empregos por serem soropositivados para a doença. Desse modo, a falta de comprometimento e responsobilidade da Saúde Pública em relação a patologia do HIV dificulta a vida dos cidadãos que soropositivaram. Logo, a falta de suporte econômico evidencia o estigma em relação ao vírus.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que as falhas gorvenamentais advindas do Estado não acentuem a estigmatização associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Logo, cabe ao Governo Federal, juntamente ao Ministério da Saúde, promover ações que levem apoio e informações verdadeiras à sociedade por meio de palestras didáticas que não discriminem os indivíduos afetados. Tal ação deve ter como finalidade a falta de disseminação de falsas notícias, além da integração de todos os cidadãos brasileiros. Fazendo com que assim. os cidadãos brasileiros que são diretamente -ou indiretamente- afetados pelo vírus tornem-se mais inclusos na sociedado brasileira.