O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 10/06/2022

No livro “Ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibilização de certos problemas da sociedade. Infelizmente, na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada no estigma associado ao vírus HIV na comunidade brasileira, uma vez que as pessoas portadoras desse vírus não são tratadas com igualdade, mas sim com bastante discriminação. Nesse contexto, percebe- se a consolidação de um grave problema, em virtude da desinformação e da pouca exposição da mídia.

Nessa perspectiva, a desinformação é um obstáculo para o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, visto que o convívio social dessas pessoas com aids são afetados pelo medo e preconceito que a população tem de pegar essa doença. Sob essa ótica, para o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Nesse sentido, algumas pessoas cresceram em uma sociedade preconceituosa e sem informação acerca dos soropositivos, lamentavelmente, tende a destilar todo ódio e discriminação nas vítimas desse vírus.

Além disso, a mídia não explora muito as consequências que uma pessoa passa por ter aids, já que por ser uma ferramenta de informação deveria mostra a discriminação que muitas pessoas sofrem por ter esse vírus. Desse modo, segundo o sociólogo Bourdieu, aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Consoante a isso, a mídia como ferramenta de democracia tem necessidade de mostrar a realidade assustadora que esses indivíduos passam para, assim, a população mudar esse pensamento antigo e discriminatório sobre o HIV.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria coma mídia - grande transmissora de informação - informar mais sobre o HIV nas escolas, por meio, de aulas que aborde sobre o tema e nessas aulas devem ter pessoa portadora do vírus para auxiliar as aulas, a fim de que o estigma para de atrapalhar o convivo dos soropositivos na sociedade.