O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 30/06/2022

Ao longo da década de 1980 a Aids se espalhou com velocidade pelos cinco continentes, infectando muitas pessoas e provocando uma epidemia mundial, entretanto o vírus HIV causador da Aids circula na sociedade desde o final do século XIX. De maneira análoga a isso o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira ocorre desde a descoberta dos primeiros casos no país. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a falta de conhecimento dos jovens sobre o assunto e o tratamento desigual com quem sofre com a causa.

Em primeira análise, evidencia-se a falta de conhecimento dos jovens sobre o assunto. Sob essa ótica, a escassez de conhecimento mostra-se prejudicial para os esforços de prevenção contra o HIV, muitos jovens de hoje se protegem menos, acham que não precisam de preservativos por acreditarem que a Aids é uma doença do passado e ou de pessoas com uma idade avançada. Dessa forma, acontece um crescimento de casos, além disso nos dias atuais se fala menos sobre a Aids nas escolas e nas mídias, causando um desinteresse sobre um assunto de grande relevância.

além disso, é notório o preconceito e a desigualdade com as pessoas que sofre com a doença. Desse modo o preconceito acontece de diversas formas, exemplo de comentários desagradáveis de membros da própria família, assédios verbais, agressões físicas e até mesmo falta de oportunidade no mercado de trabalho por ser HIV - positivo. Todavia esses preconceitos sobre o HIV/Aids pode interferir no diagnóstico, ou na busca de tratamento já que os indivíduos que sofrem com a causa não querem se expor e ocorre um medo do que a sociedade irá sobre eles. Consoante a isso, ocorre muitos fatos de discriminação e preconceito sobre os indivíduos que sofrem com a causa afetando no tratamento.

Depreende-se, portanto a adoção de medidas que venham diminuir o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira cabe ao Ministério da Saúde fazer cartazes e anúncio com informações sobre o tratamento e como a doença é transmitida, nas regiões que sofrem com mais casos por meio de mídias de telecomunicações, a fim de que diminua o preconceito e se importem com a doença, somente assim esse estigma será superado.