O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 24/06/2022

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. De maneira análoga a isso, sabe-se que existe um estigma associado ao vírus causador da aids. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o descaso da população quando se trata do HIV e o aumento do contágio de SIDA no Brasil.

Nesse contexto, evidencia-se que a nação demonstra pouca importância quando a questão é o vírus da imunodeficiência humana. Sob essa ótica, com base na afirmação do poeta Leonardo Albertini, a aids é uma doença que pode ser evitada e o preconceito uma atitude que deve ser exterminada. Dessa forma, é incontrovertível que, o estigma contribui para as taxas elevadas, pois os cidadãos acham que é vergonha buscar conhecimento sobre o assunto. Assim também, deixam de se cuidar, por falta de informação e prejulgamento.

Além disso, é notório que os diagnósticos soropositivos tiveram um aumento exuberante. Desse modo, segundo um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, houve tendência de detecção 52,9% maior, se comparado o ano de 2007 com o de 2021. Consoante a isso, é evidente a necessidade de políticas públicas voltadas ao incentivo do maior cuidado e conhecimento sobre esta problemática que se faz progressivamente presente na sociedade brasileira.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o julgamento erronêo sobre a aids. Dessa maneira, cabe ao governo elaborar projetos para criar, de maneira efetiva, normas jurídicas e projetos para melhor conhecimento sobre HIV e formas de prevenção, por meio do Ministério da Saúde e Comunicações, através de destinação de verbas para a realização. Espera-se, com isso, desestruturar o prejulgamento relacionado à falta de entendimento sobre o assunto. Sendo assim, seria colocado em prática uma sociedade realmente democrática, como entitulado sob perspectiva filosófica.