O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 12/06/2022
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela falta de conflitos. Entretanto, a realidade se difere do retrato ficcional, visto que, na população é apresentado um quadro vasto de desinformação e discriminação. Assim, mostra-se relevante pensar no estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, uma vez que a falta de educação sexual e o preconceito com pessoas portadoras da patologia, configuram os maiores problemas desse pernicioso cenário.
Nesse contexto, cabe pautar a falta de educação sexual como a principal causa do revés. Isso porque a população desde cedo não é habituada a ter conhecimento sobre como se torna importante ter cuidados sexuais, pois, esse tipo de ensino é visto paralelo a um ensinamento de teor adulto. Todavia, nos dias atuais, se destaca casos de pessoas que não sabem usar ou não entendem a importância do preservativo, por exemplo, e acabam por contrair algum tipo de DST. Segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, ou seja, o direcionamento educacional tem o poder de aniquilar essa problemática.
Ademais, é imperativo destacar o preconceito com pessoas portadoras do vírus HIV como mais um fator corroborativo para o impasse. Esse contexto envolve a exclusão de indivíduos soropositivos por uma parcela da sociedade, que o julgam por falta de informação sobre o assunto e exalam atitudes e falas preconceituosas acerca disso. Paralelamente, isso se deve ao fato do não incentivo e quebra do estigma por parte do Estado, a qual deveria inserir na grade escolar uma disciplina predisposta com esses conteúdos, para que a normalização fosse feita de maneira natural na vida dos cidadãos brasileiros.
Portanto, com o objetivo de minimizar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, é dever do Ministério da Educação - órgão responsável pela legislação e regulamentação da educação -, juntamente com as escolas, a criação de uma disciplina escolar que direcione desde a educação primária os alunos sobre a importância da educação sexual por meio de aulas temáticas e palestras extraescolares, a fim de ensiná-los e torná-los mais empáticos perante diferenças sociais. Somente assim, será construído um país harmônico entre as pessoas.