O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 10/06/2022

“Leandro Buenno retrata que Ter HIV num país que trata o assunto de forma tão distante e pejorativa, não é fácil. Pertenço a um grupo onde a maioria tem que medir palavras, viver atrás de um muro e omitir para ser aceito.” De maneira análoga a o estigma associado com o HIV na sociedade, destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito das pessoas a isso e a falta de informação que gera discriminação.

Em primeira análise, evidencia-se o preconceito da sociedade para o HIV que por muitas vezes, pessoas soropositivas tendem a ter medo de dizer que comportam a síndrome, pelo julgamento prepotencioso alheio. Sob essa ótica, de acordo com pesquisas, 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma de preconceito e estigma, enquanto 41% sendo por familiares, pelo fato de terem HIV. Dessa forma, de onde mais vem comentários preconceituosos é de pessoas próximas.

Além disso, é notório a falta de desinformação que gera a discriminação, pois temos tecnologia avançada para tratar o HIV e impedir a infecção, podendo assim, conviver com os demais sem risco algum, por causa da desinformação, pessoas soropositivas tendem a mascarar a síndrome para não ser julgados, adiando o tratamento ou por muitas vezes não o fazendo, para não ter que expor sua síndrome à sociedade. Desse modo, segundo o filósofo “Arthur Schopenhauer”, “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem.”. Consoante a isso, desmerecer sua saúde em prol de poder conviver sem discriminação, não obterá nenhuma vantagem.

Depreende-se, Portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o estigma da sociedade associado ao HIV. Dessa maneira, cabe a OMS (Organização mundial da saúde), promover por meio de campanhas, a fim de que a sociedade apoiem abertamente e se conscientizem sobre a real situação do HIV. Somente assim, pessoas com HIV não precisem se esconder atrás de “muros” e medir palavras sobre o assunto, que não precisem omitir para se sentirem dentro dos “padrões” que a sociedade impõem.