O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 21/06/2022
Os intocáveis
Na índia, a sociedade é classificada de acordo com a casta que pertence, lá também existem os dalits que são subjugados por todo o restante da população. De maneira análoga isso, nota-se a presença do preconceito com pessoas portadoras do vírus HIV no Brasil já há algum tempo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito e a hostilidade com determinados grupos. Essa situação deve ser observada rigorosamente pela sociedade brasileira.
Em primeira análise, evidencia-se o preconceito como um dos principais fatores do impasse. Sob essa ótica, segundo o UOL (Universo online) estima-se que mais de 40% da população brasileira alega ter vivido algum tipo de preconceito ou discriminação pelo fato de ser soropositivo, são tratados como impuros e na maioria das vezes sofrem algum tipo de exclusão social. Dessa forma, conclui-se que uma parte considerável da sociedade é afetada negativamente por situações como essa.
Além disso, é notório a grande indiferença e hostilidade com alguns grupos sociais, tais como negros e homossexuais que chegam a sofrer duros e intensos ataques por terem a patologia. Desse modo, de acordo com o Papa Francisco não há paz duradoura com uma sociedade que abandona parte de si mesma. Consoante a isso, não há possibilidade alguma da haver um bom convívio ou manter um bem-estar social enquanto houver esse problema o que torna difícil a sua resolução.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o preconceito contra aidéticos. Dessa maneira cabe ao Governo federal aliciado ao ministério da saúde e à família realizarem campanhas e ações sociais, por meio de programas educativos, fóruns, mobilizações em escolas, hospitais e nos lares, afim de que todos tenham o pleno conhecimento vírus HIV e as formas de como se prevenir e lidar com pessoas portadoras do mesmo. Somente assim, daremos um grande passo há um futuro promissor que não vivi rotulado por castas.