O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 10/06/2022

Rótulos em relação ao HIV

A epidemia de AIDS no mundo, durante a década de 80 assombrou milhares de pessoas, e também ao longo deste período surgiram estereótipos sobre o vírus, assim aumentando o preconceito e a discriminação. No Brasil, atualmente ainda existe a segregação e condutas discriminatórias contra portadores de HIV, essa problemática atinge parte da população brasileira e precisa ser desmistificada.

Em primeiro lugar, de acordo com o Ministério da Saúde no país cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV e são tratadas com medicamentos diários e exames, ainda não há cura ou vacina para essa infecção, porém pode ser prevenida através do uso de preservativo (feminino ou masculino) em todas as relações sexuais. Ainda durante 1980 a 1990 esta doença não era conhecia e não havia informações sobre as formas de contágio, o que principiou a desinformação e o diagnóstico tardio, ocasionando o falecimento de figuras importantes da época como os cantores Cazuza e Renato Russo.

Além disso, as ideias preconcebidas e rotuladas precisam mudar, não somente pelo respeito com pessoas soropositivos, mas também porque o preconceito maltrata e influência no tratamento de pacientes, e ocasiona a desistência de muitos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o grupo mais afetado por este vírus é aquele que luta contra mais barreiras sociais, os marginalizados (pessoas privadas de liberdade, usuários de drogas, gays, mulheres…). À proporção que essa parte da população é afetada, também é beneficiada pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que disponibiliza gratuitamente consultas e medicamentos para o tratamento ou diagnóstico.

Portanto, são necessárias medidas, para que não haja estigmas a cerca do HIV na sociedade brasileira. Assim, o Ministério da Saúde juntamente com o Mistério da Educação deverá promover aulas e palestras com a participação de professores de biologia e profissionais da saúde nas escolas do país.Para que estudantes e jovens possam se prevenir do vírus e cessar os estereótipos à cerca disto e a cobertura midiática sobre este assunto também colaborará sobre conclusões de pessoas mais velhas. O HIV não tem cura mas pode ser tratado e respeitado.