O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 11/06/2022

Com a evolução da medicina no Brasil, houve uma transformação na epidemia de HIV. Tornando-a uma infecção crônica manusiável, assim como outras doenças, como a diabetes e hipertensão. Entretanto, a exemplo de uma pesquisa realizada pelo professor da faculdade de Medicina da USP Ricardo Vasconcelos, a falta de informação é barreira para o controle da epidemia. De maneira análoga a isso, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a desinformação e irresponsabilidade dos indivíduos.

Em primeira análise, evidencia-se a desinformação. De acordo com uma pesquisa apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o HIV e a Aids (UNAIDS), pela Gestos — Soropositividade, Comunicação e Gênero, e pela PUC do Rio Grande do Sul ( PUC-RS ), mais de 40% da população brasileira já sofreu alguma forma de estigma e preconceito por viverem com HIV. Tal despreparo relacionado à disseminação de pensamentos arcaicos, gera uma dificuldade na obtenção de uma inclusão plena, deixando assim, o indivíduo à margem da sociedade.

Além disso, é notório afirmar a irresponsabilidade dos indivíduos, que acabam não praticando o uso de preservativos de maneira segura. Nesse caso, a escassez de ser um assunto sempre colocado em pauta com frequência como nos anos 80, quando se deu início a proliferação do vírus, torna coadjuvante para o descaso da sociedade. Nesse contexto, segundo o filósofo Thomas Hobbes é dever do Estado garantir o bem-estar da população, visto que a minimização de palestas e programas para a importância do uso de preservativos contribui para o relaxamento social.

Por conseguinte, é imprescindível o direcionamento de recursos, a partir da Secretaria Estadual de Educação, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, para a integração das políticas de inclusão, através de debates e projetos, por meio de equipes de saúde juntamente com as famílias e as próprias equipes escolares, a fim de quebrar todas as concepções fora da realidade criadas desde a descoberta da doença.