O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 11/06/2022

Manuel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cujo valor reside em dar atenção em situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana é preciso portanto valorizar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, já que muitos ignoram essa problematica. Dessa forma, é mister analisar o preconceito e a ausência governamental que colaboram para que isso ocorra.

Diante desse cenário, é fundamental destacar como o preconceito por parte da sociedade influencia para que as pessoas não busquem tratamento. Sob essa óptica, Albert Einstein, importante físico, cita que é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito enraizado. Consoante a isso, a forma que as pessoas que tem esse preconceito enrraizado, estigmatiza os portadores de HIV contribuindo para que eles se envergonhem e não busquem tratamento.

Ademais, é notório que o governo pouco oferece suporte adequadamente para os individuos com essa patologia. Segundo Friedrich hegel , o estado deve proteger seus filhos. Entretanto, a realidade dos brasileiros com HIV não estão sendo tratados como filhos do estado, visto que pouco se aborda sobre o vírus e quais os tipos de tratamento. Dessa maneira, muitos não buscam ajuda profissional por acharem que por não possuir cura não possui tratamento.

Portanto, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira precisa ser combatido. Para isso, a mídia deve abordar em seus principais meios de comunicação (como canais de tv e redes sociais) como o preconceito afeta a vida das pessoas e contribuem para que elas não busquem tratamento, afim de concientizar a população. Paralelamente, que o Minisério da Saúde venha desenvolver campanhas sobre o tratamento do HIV e a importancia deste, através dos profissionais da saúde, para que as pessoas que sofram dessa doença venham melhorar a sua qualidade de vida.