O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 21/06/2022
No filme “Filadélfia”, é retratado a vida de um recém-advogado chamado Andrew Beckett, que, após ter sua doença descoberta por seus patrões, é sabotado e
demitido. No enredo, o personagem tenta provar que sua demissão não foi
causada simplismente pelo seu mal desempenho em uma grande empresa que o escritório representava, mas sim pelo preconceito contra portadores de HIV e contra homossexuais. Fora das telas, nos dias hordiernos o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira é um impasse. Dessa forma, há fatores que devem ser debatidos como a negligência em relação ao vírus HIV e a omissão do Estado. Sendo assim, cabe analisar e então propor medidas para resolução dos entraves. Primeiramente, cabe ressaltar que os estereótipos acerca do HIV dificultam o efetivo contra a doença. Segundo o “Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS”, a pesquisa aponta que 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma discriminação por viverem com o vírus. È possível ver que a segregação social dos indivíduos portadores de HIV é exacerbada. Nesse contexto, muitas vezes as patologias causadas pelo vírus são banalizadas e vistas com desdém por parte da sociedade, que constrói pré-julgamentos como a taxação de pessoas que contraem o vírus em “pessoas diferentes” perpetuando assim, cada vez mais a estigmatização e exclusão do indivíduo. Dessa maneira, é possivel observar a importância do debate para conscientizar a sociedade sobre a pauta apresentada. Em segundo lugar, vale analizar a omissão do Estado, onde existe uma inabilidade do governo. Em 1996, iníciou-se as campanhas de combate ao vírus HIV no brasil, a partir das campanhas o Estado começou a destribuir gratuitamente medicamentos antirretrovirais para toda população, o método foi bastante positivo, porém insuficiente. Portanto, diante de exposto, vê-se que há a necessidade de medidas para mitigar os impasses. Nesse sentido, cabe ao ministério da saúde em parceria com o ministério da educação, criar nas escolas projetos de debate sobre o vírus HIV e por meio de palestras, conscientizar os jovens a compreenção dos sentimentos e a não progredir com os prejulgamentos. Tal ação tem o fito de dirimir a estigmatização sobre o vírus HIV.