O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 24/06/2022

Consoante a Nicolau Maquiavel, ´´Os preconceitos tem raízes mais profundas que os princípios´´. De maneira análoga a isso, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira é uma questão pouco debatida, se tornando um problema para a população. Nesse prisma, destacam-se dois fatores importantes: a banalização do governo e o descaso da sociedade.

Em primeira análise, evidencia-se o descaso do governo. Sob essa ótica, segundo Rousseau, na obra ´´Contrato Social´´, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. Essa afirmação acaba sendo equivocada, visto que, o Estado não toma atitude para erradicar os preconceitos enfrentados pelas pessoas que têm HIV. De acordo com a Agência Brasil, 64% das pessoas que têm HIV sofreram alguma forma de discriminação. Desse modo, observa-se que o Contrato Social não é cumprido pelo Estado.

Além disso, é notório o descaso da sociedade. Dessa forma, é preciso que a mídia ajude, levando informações e conhecimento para a população, afim de desenraizar a ignorância sobre o assunto. Sendo assim, o filósofo Platão afirma que a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento. Logo, a mídia é substâncial neste prisma, visto que ela é a maior fonte de influência e atingirá o público alvo específico.

Depreende-se portanto, a adoção de medidas que venham erradicar o estigma associado ao vírus HIV. Dessa maneira, cabe ao governo, como instância máxima na administração executiva, elaborar um plano educacional, por meio do Ministério da Educação, com o objetivo de levar o bem - estar a todos, e principalmente, resguardar dos preconceitos, as pessoas que têm essa doença. Ação iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro da sociedade brasileira .