O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 21/06/2022

Na série espanhola “Elite" é retratada a história de Marina Nunier, uma jovem que vem de uma família rica e privilegiada, que tenta a todo custo esconder que sua filha é portadora do vírus HIV. Ao longo da narrativa, são retratadas as dificuldades de lidar com uma infecção envolta por tabus, mitos e preconceitos. Congruente com à realidade, a obra mostra que, o estigma associado ao vírus HIV está presente na sociedade brasileira. Esse aspecto, advém principalmente por desinformação generalizada e medo infundado que, acaba criando obstáculos para a inclusão dos portadores de HIV. Ademais, as práticas governamentais de conscientização e prevenção do vírus HIV são defectíveis.

Em primeira instância, cabe elencar a desinformação generalizada, em consonância com o medo infundado, como uma das causas para os obstáculos para a inclusão de pessoas portadoras do vírus HIV na sociedade brasileira. Indiscutivelmente, a escassez de informação e o medo pelo HIV são imensuráveis, de modo a fazer com que as pessoas hajam mediante à impulsividade. Nesse sentido, os portadores do vírus acabam passando por situações inaceitáveis de intolerância e preconceito. Essa situação fica mais evidente quando diante da falta de informação sobre a doença e do preconceito amedrontador que a rodeava, surgiu o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, como uma forma de conscientizar a população sobre a doença. Mediante ao exposto, é iniludível a falta de empatia e respeito presente aos portadores do vírus.

É lícito expor, ainda, que as práticas governamentais de conscientização e prevenção do vírus HIV são defectíveis. Desse modo, a melhoria das práticas do governo brasileiro ao vírus HIV, torna-se demasiadamente importante para o desenvolvimento de uma sociedade brasileira conscientizada e prevenida, pois é inadmissível tal desarranjo na contemporaneidade do Brasil. Visto que, 35 milhões de pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS, doença ocasionada pelo vírus HIV, desde o início da epidemia, segundo a UNAIDS (O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS). Urge, assim, a necessidade de ações que mitiguem os efeitos prejudicais advindos do descaso governamental brasileiro em relação ao vírus HIV.