O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 17/06/2022
Na obra ´´Utopia´´,do celébre Thomas More, é retradado uma sociedade ideal,na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos. No entanto, na realidade contemporânea,observa-se o oposto da coletividade defendida pelo autor,uma vez que o estigma associado ao vírus HIV, apresenta barreiras que dificultam a concretização dos planos de More,seja pela negligência escolar ou a falta de informação sobre o vírus.
Nessa pespectiva,evidencia-se que as escolas tem um papel fundamental no desenvolvimento da cidadania entre os estudantes.Sob essa ótica, segundo o pedagogo Rubem Alves, ´´Há escolas que são asas e há escolas que são gaiolas´´. Alves afirma que existem instituições de ensino que são alienadas em repassar somentes conteúdos didáticos, mas não promovem o desenvolvimento dos estudantes como cidadãos.Dessa forma,cresce um corpo social que não sabe se colocar no lugar do próximo e acaba se juntando a parcela da sociedade que discrimina os soropositivos.
Outrossim,é notório que apesar dos avanços tecnológicos, ainda existem pessoas que não conhecem as formas de propagação da doença ou o tratamento correto, normalmente essa comunidade que não tem acesso a essas informações são pessoas que vivem em extrema pobreza e que são os que mais se contaminam com o vírus.Desse modo, elas tem um direito violado, que esta no artigo 196, que diz que ´´ A saúde é um direito de todos e dever do Estado. Consoante a isso, cabe ao Estado procurar essas comunidades e garantir acesso a informações para previnir a todos contra o HIV.
Depreende-se,portanto a adoção de medidas que venham diminuir o estigma associado ao HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira ,cabe ao Ministério da Educação promover debates e reuniões com professores de sociologia,biologia e médicos especialistas no assunto,os quais farão aulas e palestras em escolas, universidades e locais de acesso as comunidades carentes, com o intuito de alcançarem mais pessoas e conscientizarem os cidadãos a terem empatia pelas pessoas que sofrem com essa doença. Somente assim, a coletividade alcançará a Utopia de Thomas More.