O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 18/06/2022
No ano de 1987, a Organização Mundial da Saúde definiu o dia 1° de dezembro como Dia Mundial de Combate à Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), condição de saúde causada pelo vírus HIV. Assim, a data é uma tentativa de alertar a sociedade sobre os riscos da Aids e evitar informações preconceituosas e errôneas acerca dessa doença. Entretanto, pode-se observar no cenário atual que o estigma associado aos portadores desse vírus segue vigente, em razão do preconceito e negligência escolar presentes no Brasil.
Primeiramente, cabe ressaltar que a sociedade brasileira, alienada e desinteressada sobre as condições da doença, perpetua a problemática. Conforme o filósofo grego Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana, a qual gera problemas em diversos setores da nação. Dessa maneira, percebe-se que, embora existam diversos estudos informativos sobre essa condição de saúde, a maioria da população age com comportamento preconceituoso, enraizado no corpo social, que prejudica os direitos humanos dos portadores de Aids e os discrimina, por meio de insultos, privação de acesso a serviços e segregação social.
Ademais, as escolas não assumem papel colaborativo na luta contra o estigma relacionado ao vírus HIV. Segundo a teórica Vera Maria de Candau, a escola está baseada em pautas passadas e não atende às necessidades hodiernas. Visto isso, nota-se que, no ambiente escolar, há a falta de debate sobre o vírus da Aids, as condições da doença e os motivos para dar fim ao atual estereótipo ligado a tal condição, perpetuando, dessa forma, o problema existente e prejudicando o acesso à informação por parte dos alunos.
Portanto, evidencia-se a necessidade de medidas que suavizem o preconceito associado ao HIV. É imprescindível que o Ministério da Educação desenvolva campanhas de conscientização sobre o vírus causador da Aids, por meio de palestras e projetos escolares que garantam debate e fornecimento de conhecimento sobre o agente viral, com o objetivo de mitigar o julgamento errôneo enraizado na sociedade acerca do mesmo. Com tais ações, a sociedade brasileira será mais respeitosa quanto aos portadores da doença e, felizmente, a discriminação existente será combatida.