O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 18/06/2022

Durante a Idade Média, era comum haver a crença de que pessoas com a mão esquerda predominante eram doentes e, por isso, deveriam ser isoladas e punidas.

De maneira análoga a isso, nota-se como vítimas do vírus HIV também sofrem com tal falta de conhecimento na sociedade brasileira. Nesse prisma, deve-se combater o preconceito com portadores dessa doença, porque origina-se na ignorância e é uma visão intrínseca na população.

Em primeira análise, observa-se que o estigma associado ao vírus HIV é fruto da falta de conhecimento. Sob essa ótica, o filósofo pré-socrático Pitágoras afirmava que é necessário educar as crianças para não punir os adultos. Dessa forma, é possível constatar a importância do sistema educacional de qualidade nesse processo de desmistificação acerca dos portadores do vírus em questão, uma vez que esse preconceito contra eles é puramente um medo irracional por não conhecerem de fato o meio de transmissão.

Ademais, a discriminação contra pacientes dessa doença é historicamente normalizada na sociedade brasileira. Desse modo, a filósofa alemã Hannah Arendt, através do conceito da banalidade do mal, afirma que o pior dos males é aquele que é tratado com normalidade pelo povo ao invés de ser encarado como problema. Consoante a isso, o fato da perseguição contra enfermos não ser encarada como um problema real intensifica esse imbróglio, pois essa postura é passada no subconsciente de cada geração e dificulta o combate ativo.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o estigma relacionado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela formação dos jovens brasileiros, criar programas de conscientização nas escolas, através de palestras educativas que visam ensinar como de fato a doença funciona e, assim, acabar com a intolerância no futuro. Além disso, a mídia deve criar propagandas para desmentir mitos sobre essa enfermidade. Somente assim a situação similar à documentada na Idade Média pode acabar.