O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 21/06/2022

Na série “Sex Education”, exibida pelo Netflix, um dos personagens comenta que tem medo de ter HIV e morrer jovem, ao decorrer da série é retratado que o HIV não é mais algo tão terrível como costumava ser. De maneira análoga a isso, nos dias atuais o estigma associado ao vírus HIV ainda é muito vivenciado pela socieda-de brasileira, tanto com o próprio vírus quanto a pessoa que o carrega. Nesse pris-ma, destaca-se dois aspectos importantes: o preconceito presente na sociedade e a falta de informação.

Em primeira análise, evidencia-se que o preconceito com os indivíduos portadores do vírus HIV é um problema causado pela arrogância e falta de empatia na socieda-de. Sob essa ótica, segundo a UNAIDS mais de 64% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma de estigma ou discriminação pelo fato de viverem com HIV. Dessa forma, inexistem medidas que trabalhem a empatia com a sociedade em relação às pessoas soropositivas, para evitar o preconceito originado de pessoas, na maioria das vezes, desinformadas que acabam excluindo os indivíduos.

Além disso, é notório a falta de informação, tanto da sociedade como dos indivíduos soropositivos. Desse modo, é evidente que a desinformação induz as pessoas, criando esteriótipos sobre o vírus e gerando discriminação aos indivíduos infectados pelo HIV, o que pode afetar em seu tratamento e na saúde mental, causando medo e insegura. Consoante a isso, o renomado filósofo grego Pitágoras afirma que é preciso educar as crianças para que não seja necessário castigar os homens, enfatizando a importância do assunto em relação ao HIV, que precisa ser trabalhado e informado aos cidadãos.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir os estigmas associados ao vírus. Dessa maneira, cabe ao governo federal elaborar um plano de ação educacional, por meio do Ministério da Educação e das Comunicações, reali-zando programas e projetos nas escolas e bairros, utilizando também do meio técnologico, a fim de informar e orientar a sociedade sobre o vírus HIV e outras IST’s. Somente assim, será possível diminuir os estigmas, criando uma sociedade empática e acolhedora, gerando segurança aos indivíduos soropositivos para que busquem o tratamento adequado e não tenham medo de conviver com o vírus.