O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 19/06/2022
Na série “Ginny e Georgia”, Georgia, uma mulher adulta, convive com o preconceito, julgamentos, abandono e descaso em sua vida, após ser diágnosticada com HIV. De maneira análoga a isso, o estigma associado ao vírus HIV é uma realidade que persiste no Brasil atual. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito e o silenciamento da mídia acerca do tema.
Em primeira análise, evidencia-se que o preconceito com pessoas que portam o vírus HIV é enorme. Sob essa ótica, desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando observa-se os ataques preconceituosos e a exclusão que pessoas soropositivas sofrem no Brasil, verifica-se que esse ideal Iluminista é constatado somente na teoria, e não na prática. Dessa forma, fica claro que os estigmas associados ao HIV só diminuirão quando a sociedade compreender a realidade de uma pessoa soropositiva e todas as suas dificuldades diárias, assim, mobilizando-se, e tomando medidas para que a verdadeira inclusão ocorra.
Além disso, é notório que o silenciamento da mídia acerca do tema contribui para a problemática. Desse modo, de acordo com a escritora Djalma Ribeiro, “É necessário tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas”. Consoante a isso, a escassez de debates acerca do assunto e a falta da ampla divulgação da rotina, saúde e da vida de uma pessoa soropositiva, além das mentiras e especulações acerca do vírus HIV, contribuem para que o tema não seja de conhecimento geral e para que os governantes não tomem medidas cabíveis e não promovam soluções eficazes para o impasse.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir os estigmas associados ao HIV no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal em parceria com a Mídia, promover campanhas publicitárias com pessoas soropositivas que visem levar conhecimento à população sobre a realidade de uma pessoa portadora do vírus HIV e sobre os estigmas associados à essa doença no Brasil. Assim, com domínio sobre o tema, o preconceito diminuirá e realidades como a de Georgia serão raras.