O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 20/06/2022

Thomas Hobbes, em suas citações, exemplifica a irracionalidade humana ao citar: “O homem é o lobo do homem”. Nesse cenário, indivíduos com o vírus HIV convivem diariamente com estigmas negativos relacionados à doença e o viés individualista de preconceito supera qualquer resquício de respeito perante a humanidade. Diante disso, medidas são necessárias.

O filósofo Platão em “A Alegoria da Caverna” retrata um cenário no qual as pessoas, embora visualizassem a luz fora da caverna, insistiam em continuar presas na escuridão. Nesse contexto, a sociedade brasileira assemelha-se a tal história, visto que diante dos fatos, nega a própria libertação: a dos estigmas inscientes existentes no país.

De acordo com o médico Drauzio Varella, conhecido nacionalmente, um dos maiores desafios para os portadores do vírus, além da própria doença, é o preconceito. Embora o HIV já possua tratamento comprovado cientificamente, a população continua em uma busca insistente pelo retrocesso científico, em uma constante pesquisa pela insciência, regada de mitos e falácias. Desse modo, pessoas vítimas da doença, são reprimidas e isoladas.

Vale ressaltar, ainda, a responsabilidade Estatal diante de tais fatos, uma vez que, a Constituição Federal de 1988 garante a dignidade humana a todos os brasileiros, o que não é posto em prática, visto que inúmeros portadores sofrem com a exclusão social. Isto posto, de acordo com John Locke, no momento em que tal “contrato social” é quebrado, há uma falha do Estado, que não cumpre o seu papel de proteger os direitos básicos dos cidadãos.

Portanto, conclui-se que o Estado, junto ao Ministério da Saúde e da Educação, devem agir no combate ao estigma preconceituoso existente relacionado ao HIV por meio de reforço de campanhas publicitárias de respeito ao próximo e incentivo fiscal a empresas que possuem suporte à pessoas com tais condições, bem como palestras nas escolas sobre o assunto e a necessidade do respeito, a fim de que tais portadores possam ter uma qualidade de vida melhor, com maior apoio e compreensão. Desse modo, será possível diminuir as consequências dos estigmas atrelados ao vírus na sociedade.