O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 19/06/2022

Segundo o ativista indiano Mahatma Ghandi “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.” Essa afirmação pode ser facilmente integrada na luta contra o desacredito relacionado ao vírus HIV, visto que, a desatenção com a problemática gera a ausência de uma reação social. Assim, diante de tal empecilho, destaca-se o preconceito relacionado às minorias que possuem o vírus, assim como a maneira que essa problemática é representada.

Em primeiro plano, é incontestável que o HIV é muitas vezes relacionado à comunidade LGBT. A par disso, o cantor Cazuza virou símbolo da luta contra a Aids por sempre falar sobre os estigmas associados à doença e ao HIV. Sob esse cenário, infelizmente, parte da população evita falar sobre essa adversidade, seja por horror ao prejulgamento ou pelo preconceito infundado. Resultado manifesto disso é uma esfera social que imagina a contração do vírus como uma realidade distante e ilusória.

Em segundo plano, sem dúvidas, as representações em filmes, livros e séries da vida de uma pessoa que possuem algum tipo de infecção sexualmente transmissível podem ajudar a coletividade a se informar sobre o assunto. Isso posto, consoante a obra dramatúrgica “Mancha Roxa” de Plínio Marcos, que se ocupa do tema da Aids e o preconceito gerado por isso. De tal maneira é correto afirmar que tais obras podem revelar a fragilidade do ser humano diante da força opressora da sociedade e do Estado.

Logo, medidas devem ser tomadas para amenizar tal cenário. Inicialmente, o Estado, mais especificamente o Ministério da Saúde, deve criar maneiras de alertar a população, por meio de programas de ação de testes de HIV e palestras que esclareçam dúvidas sobre a problemática, com o intuito de criar uma nação informada. Ademais, é imperioso que escolas abordem o tema educação sexual com os estudantes e divulgue a importância da saúde com os mesmos. Por fim, a sociedade brasileira entrará em processo de mudança, assim como dito por Mahatma Ghandi.