O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 19/06/2022
Sendo um problema na vida dos brasileiros portadores do HIV, não podemos deixar de citar de maneira análoga a isso a exclusão social que sofrem e o preconceito diário que vai desde o assédio moral, até a agressão física. O que pode ser visto como dois destaques importantes para serem trazidos à tona.
Em primeira análise, evidencia-se a exclusão social dos portadores do HIV, desde a falta de medicamentos e atendimento especializado no SUS, até na hora de uma simples conversa no dia a dia, onde a pessoa faz a citação de sua doença e a outra acaba ficando com medo, lhe fazendo comentários desagradáveis, muitos em tom de brincadeira. Sob essa ótica, podemos citar a pesquisa feita pelo IBGE com portadores da doença, cinco em cada dez deles, se recordam de ter sofrido algum tipo de comentário maldoso e ficaram sem acesso as consultas de rotina que são de extrema importância para qualquer um, mas, principalmente para eles. Dessa forma, é mais do que evidente a exclusão social que essas pessoas sofrem.
Além disso disso, é notório o assédio moral e as agressões físicas, que vem sendo cada vez mais decorrentes os casos, seja reportados em jornais, como até mesmo estatísticas em pesquisas feitas pelo governo ou pela comunidade. Desse modo, a AIDS mata sim, mas o preconceito e a falta de informação, de respeito, sororidade, ajudam a AIDS matar mais depressa. Tendo isso em mente, nós como uma sociedade, devemos buscar informações à respeito, respeitar o próximo da maneira que gostaríamos de sermos respeitados e se colocar no lugar dessas pessoas, afinal, a vida delas já se faz difícil por conta da doença, não há necessidade de torná-la mais difícil.
Dessa maneira, cabe a sociedade se conscientizar sobre isso e ter um pouco mais de empatia ao próximo, visto que se estivessem no lugar dessas pessoas obviamente não gostariam de serem tratadas como tal. E também, cabe ao governo levar assistência médica aos necessitados, visto que há diversas comunidades rurais onde não possuem acesso médico para garantirem a sua saúde e uma vida de qualidade.
Somente assim, a AIDS e o HIV ficarão um pouco mais fácil de se lidar e a vida de quem tem, ficará um pouco mais fácil.