O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 22/06/2022
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a concivencia social é segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea, visto que o estigma associado ao HIV é uma problemática a ser combatida na sociedade brasileira. Esse panorama é agravado pela falta de informação populacional, ou até por uma exclusão no mercado de trabalho.
Em primeira análise, vale ressaltar que existe um déficit populacional a respeito da
doença. Segundo o UNAIDS, 1,5 milhão de pessoas foram infectadas com o vírus em 2020. Diante desse quadro é possível afirmar que há falta de informação sobre as formas de transmissão da doença, uma vez que, o número de casos da doença aumentou significativamente, sendo evidente a precária educação sexual sobre o assunto. Essa precariedade pode ter graves consequências para os jovens que estão começando a sua vida sexual, abalando suas carreiras profissionais, pelo fato de sofrerem exclusão, ou seu psicológico, devido ao preconceito aos infectados.
Em segunda análise, é importante destacar que a AIDS causa um preconceito que pode afetar os empregos. De acordo com a lei 12.984 art. 1° assegura que pessoas portadoras de HIV e a doença Aids não sejam excluídas da sociedade, mas na realidade essa lei não é seguida pela população dado que, em Salvador 27% de pessoas perderam seu emprego por ser portadores da doença, segundo a Agência Aids. Dessa forma é evidente que o preconceito com a doença ainda é persistente, podendo afetar também a vida social.
Portanto é de extrema importância que as escolas, apresente melhorias no sistema de educação sexual, de modo que priorize a importância do assunto, com a finalidade de diminuir o preconceito e alertar sobre as devidas maneiras de como agir com pessoas que são soropositivos. Também é relevante que o Ministério do Trabalho, órgão da administração federal responsável pela política e diretrizes de geração de empregos, crie campanhas de modo que o preconceito contra pessoas afetadas seja desmistificado, com a finalidade de incluir pessoas portadoras do vírus HIV no mercado de trabalho.