O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 28/06/2022
Na obra “O Cidadão de Papel”, o jornalista Gilberto Dimestein critica o sistema de leis do Brasil, o qual possui uma boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra sobredita se aplica ao contexto nacional quanto ao estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, pois é uma questão a ser solucionada. Logo é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pela falta de informação sobre o assunto e pelo descaso da mídia em relação ao vírus.
Em primeiro lugar, constata-se o desserviço estatal como uma das causas da questão do estigma associado ao HIV no Brasil. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal”, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná-las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que a população não possui o acesso à informações sobre o vírus do HIV, o que acarreta no aumento de número de infecções pelo mesmo. Dessa forma, devido à normalização desse impasse, a problemática é agravada no meio social.
Ademais, a carência de discussões a cerca do vírus do HIV é um dos motivadores do problema. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento dos Discursos”, alguns temas são omitidos na sociedade a fim de ocultar as mazelas sociais. Sob essa perspectiva, na sociedade brasileira contemporânea, a visão do autor pode ser aplicada quanto o estigma do vírus HIV, porquanto o assunto pouco é debatido no âmbito midiático, o que acarreta no crescimento do impasse no País e consequentemente em um grande problema da saúde pública. Dessa forma, devido à carência de visibilidade dada à questão, a dificuldade se mantém no Brasil.
Portanto, faz-se necessário ações para conter o estigma associado ao vírus do HIV no Brasil. Para tanto, o Governo Federal, cuja função é manter a harmonia social por meio do Ministério da saúde, divulgar informações sobre o vírus, a fim de eliminar a marca do HIV no país. Além disso, cabe à mídia, por meio das redes sociais, como Instagram e TikTok, mostrar a importância do acesso à informação sobre infecções sexualmente transmissíveis a fim de diminuir as mesmas no Brasil.