O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 23/06/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos — promulgada em 1948 pela ONU — assegura a todos os indivíduos o direito do bem-estar social. No Brasil, entretanto, a máxima é questionada quando se fala a persistência de um estigma ligado às pessoas com DST’s. Nessa perspectiva, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de conscientização e o descaso governamental.

Em primeiro lugar, evidencia-se a necessidade da atenção da sociedade para o fim do preconceito. Sob essa ótica, o afastamento social sofrido por pessoas soro-positivas é semelhante aos leprosos no Império Romano, pois, tinham que se afas- tar de suas famílias, parentes e amigos e viver de forma nômade para o resto da vida. Com isso, mesmo com os avanços tecnológicos com o tratamento das doen-ças, a sociedade ainda possui descréditos com a convivência social com os aidéticos.

Além disso, é notório destacar que o atual governo não cumpre os artigos descritos na Magna Carta. Assim, conforme diz a Constituição Federal de 1988, o grande alvo do estado brasileiro é a formação de uma sociedade livre, justa e igualitária, porém, a realidade atual não agrada os portadores da HIV. Desse modo, necessita-se de uma priorização de inclusão social de um todo, para poder cumprir os preceitos estabelecidos na Carta Constitucional.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a aversão sofrida na sociedade brasileira a respeito do vírus HIV. Dessa maneira, cabe as ONG’s comunitárias de cada estado e o Ministério da Cidadania e Saúde fazer novas propostas para a conscientização da população sobre as doenças sexualmente transmissíveis, por programas estatais que serão propostas na câmara dos vereadores e aprovadas pelo prefeito, de modo a propor um entendimento adequado às famílias. Somente assim, a afirmação formal passará a se adequar ao júbilo social