O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 03/07/2022
O primeiro caso de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida resgistrado no mundo foi na década de 80, uma doença que deteriorou a vítima rapidamente. Como a incidência no início era preeminente entre homossexuais, suspeitou-se que houvesse relação entre a AIDS e esse estilo de vida. Analogamente a isso, o descrédito associado ao vírus HIV. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: as causas e consequências ligadas a essa problemática.
Preliminarmente, evidencia-se que o preconceito está como o principal obstáculo para a prevenção e tratamento, e em sua maioria pela escassez de empatia social, levando em conta que muitas pessoas diagnosticadas sofrem com marginalização, até mesmo por familiares. Sob essa ótica, segundo pesquisa feita pelo programa das Nações Unidas(UNAIDS), constata-se que oito a cada dez pessoas com o vírus da imonudeficiência humana, tem dificuldade em revelar que vivem com o vírus causador da AIDS e 65% dos detectados sofrem alguma forma de hostilidade. Dessa forma, nota-se que esse desrespeito precisa ser inadmissível.
Ademais, é notório que muitas das consequências perversas da estigmatização envolvem discriminação nos espaços públicos e privados, gerando antipatia, segregação e até mesmo a auto-exclusão daqueles que tem sua condição sorológica revelada. Desse modo, o príncipe britânico Harry afirma, “O HIV precisa ser tratado exatamente como outras doenças, com esperança pode-se erradicar o estigma[…]”. Consoante a isso, essa parcela da população acaba sendo acometida a problemas psicológicos, por isso, a necessidade de solucionar essas contrariedades.
Depreende-se portanto a adoção de medidas que venham conter o estigma associado ao vírus HIV no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, fazerem campanhas de intervenção estigmatizadora, por meio de palestras em escolas, propagandas públicas e televisivas, a fim de que conscientize os cidadãos brasileiros sobre a importância de apoiar pessoas que sofrem com a doença. Somente assim, a nação será mais empática e zelosa com os portadores dessa enfermidade.