O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 28/06/2022

Durante a década de 1980, surgiu no Brasil o vírus HIV, uma grande doença que infectava e matava centenas de pessoas, e com isso a imagem do preconceito de quem era soropositivo, principalmente em relação à comunidade homossexual, foi crescendo. Sob essa ótica, é visto que o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira ainda é predominante devido à ideologia do tabu e a inexistência de auxílios para as camadas mais pobres que desconhecem a doença. Logo, o combate a essa problemática é um desafio.

Em primeiro plano, o impacto do tabu em pacientes com o vírus HIV é um fator frequente na sociedade brasileira, já que a nação é enraizada no preconceito de que pessoas soropositivas transmitem de maneira fácil, esse pensamento é propagado de pessoa em pessoa, fazendo com que mais pessoas pensem de forma errônea e discriminatória. Nessa lógica, conforme os ideais platônicos, a razão é um fator essencial para combater os entraves da nação. Seguindo essa ideologia, ao analisar a permanência do preconceito ao vírus HIV na associação brasileira, vê-se que esse pensamento não é desempenhado, em razão da ignorância do corpo social.

Ademais, é preciso apontar que a falta de auxílios para o ensinamento sobre a doença como outro fator que fomenta a persistência do obstáculo. Para entender tal apontamento, o grupo da sociedade mais vulnerável, como mulheres e pobres, são os mais afetados, por serem marginalizados na comunidade brasileira, e não receberem qualquer incentivo do Estado e da população, ficando assim, mais suscetíveis ao vírus. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem”, essa frase se liga com a problemática estigma ao HIV, gerando, assim, ações insatisfatórias que comprometem a população.

Percebe-se, portanto, que é preciso evitar episódios como o da década de 1980, que mostrou o quanto a nação brasileira é preconceituosa e excludente. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Saúde, órgão que mais pode ajudar, amplie o número de campanhas para conscientização de todos, por meio de palestras em espaços públicos, ministrados por agentes de saúde, para que, assim, mais pessoas marginalizadas sejam incluídas e busquem tratamento.