O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 27/06/2022

Em 24 de novembro de 1991, o ícone do rock Freddie Mercury perdeu sua batalha contra a AIDS, ele lutava com a doença há anos, tendo sido inicialmente diagnosticado vários anos antes. Analogamente, o Brasil possui muitas pessoas que lutam contra a AIDS, assim como Freddie Mercury, e infelizmente perdem suas vidas. Nesse panorama, verifica-se a configuração de um grave problema, que tem como causas: a falta de empatia e a negligência escolar.

Diante desse cenário, é imperativo pontuar o escasso exercício de empatia na sociedade brasileira contribui para a permanência do preconceito relacionado ao vírus HIV. No entanto, durante a inauguração de uma unidade de tratamento para AIDS e HIV em Londres, a princesa Diana contrariou o esperado e apertou as mãos de um paciente, que lutava contra esse vírus, sem luvas. Nesse viés, esse gesto representou uma conquista na luta contra o estigma social dessa terrivel doença. Dessa forma, fazendo uma analogia a esse acontecimento, essa realidade deveria ser concretizada no Brasil, haja vista que muitas pessoas que possuem essa doença ainda são marginalizadas pelo povo e até por familiares.

Ademais, em segundo plano, a falta de informação juntamente com as chamadas fake news, prolongam os impasses para o combate dessa doença. Nessa perspectiva, o presidente Jair Bolsonaro enquanto fazia uma transmissão de uma live em suas redes sociais, fez uma associação à vacina contra Covid-19 com o risco de contrair o vírus HIV e desenvolver Aids. Sob esse prisma, a ausência de informação do próprio presidente do país causa pânico a toda a população, uma vez que as pessoas ficam aterrorizadas pelo medo de tomar a vacina. Desse modo, faz-se necessária a reformulação urgente dessa desinformação.

Logo, é preciso que o Governo Federal, que é o responsável pelos interesses da administração federal em todo território nacional, promova campanhas e propagandas contra as fake news e a favor da empatia social por meio dos veículos de comunicação e através da mídia para melhor entendimento dessa enfermidade.