O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 28/06/2022
No documentário, ``Cartas para além do muro´´, é retratado a história do vírus HIV que ocasiona a aids, e seu desprezo atrelado à doença. De maneira análoga a isso, mesmo com a diversidade de informações oferecidas e os avanços no tratamento, o estigma associado ao vírus HIV segue sendo um problema na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito e o sentimento de superioridade.
Em primeira análise, evidencia-se a rejeição sofrida pelos portadores do vírus. Sob essa ótica, segundo informações da pesquisa realizada pela página Brasil de Fato, 64,1% dos entrevistados já sofreram em algum momento discriminação por serem soropositivos. Dessa forma, é possível entender como muitos enfermos não se sentem à vontade de sair no cotidiano, pois são frequentemente isolados dos outros, tratados como algo contagioso e mortífero pela comunidade.
Além disso, é notório a sensação de superioridade manifestada pelas pessoas. Desse modo, conforme o poeta brasileiro Fabrício Carpinejar: ´´Temos a ilusória sensação de que estamos certos. Mas o certo é nunca usar o poder ou a superioridade para impor uma perspectiva. Só ganha no amor quem não quer ganhar``. Consoante a isso, a ignorância leva ao pensamento de que pessoas não infecctadas são melhores, pois essas não causam riscos à sociedade, mascarando assim seu preconceito e incompreensão.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter esse estigma associado ao vírus pelos cidadãos. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde, fazer uso dos meios de comunicação, por meio de propagandas e anúncios que apareçam entre os programas de televisão, a fim de que incentive o apoio de todos, e possa proporcionar uma maior visibilidade ao dezembro vermelho. Somente assim, o estigma será destruído e todos poderão ser tratados de forma igualitária.