O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 29/06/2022
Em meados da década de 80 o vírus HIV se tornou muito presente na vida da população, este que foi fatal em celebridades como Freddy Mercury e Cazuza, tornando um grande motivo para preconceitos, discriminação e medo. A doença da AIDS é sexualmente transmissível e não possui uma cura, mas pode ser muito bem controlada. Contudo, tem-se o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a discriminação daqueles que portam tal vírus e como isso pode criar barreiras no tratamento de tais pacientes.
Nesse contexto, evidencia-se as cicatrizes herdadas de gerações passadas, marcadas pela discriminação e esteriotipação contra aquelas pessoas portadoras do vírus HIV. Sob essa ótica, por meio de dados do site “Agência Brasil de Saúde”, cerca de 45% dos pacientes em tratamento contra a AIDS sofrem algum tipo de preconceito direcionado pela sua própria família. Dessa forma, essa marca em nossa sociedade é mais que ultrapassada, visto que tal doença possui tipos de tratamentos que geram o controle da carga viral impossibilitando a contaminação e possibilitando uma boa qualidade de vida ao portador.
Além disso, é notório as barreiras criadas pelo próprio paciente na busca pelo tratamento, obstáculos que surgem devido ao medo da rotulação feita por parte da população. Consoante a isso, segundo a renomada pensadora e filósofa Hanna Arendt, uma atitude incorreta praticada constantemente deixa de ser errada perante aos olhos da sociedade. Desse modo, a cicatriz presente na sociedade brasileira é um ponto que impossibilita a busca de muitos ao tratamento ou de darem continuidade ao mesmo, afetando diretamente sua própria saúde física e mental.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham para inibir os estigmas em relação ao vírus HIV no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Estado em conjunto ao Ministério da Saúde, a maior capacitação dos profissionais da saúde, por meio de cursos e oficinas, visando um maior preparo para a acolhida de pacientes portadoras do HIV, que geralmente estão abalados psicologicamente e necessitam de uma acolhida humanizada, a fim de proporcionar um bem-estar ao indivíduo no início de seu tratamento. Somente assim, o estigma relacionado a AIDS será inibido da sociedade brasileira, surgindo um sentimento cortêz para com todos que sofrem com tal vírus ou doença em nossa nação.