O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/07/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade per-

feita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de proble-

mas. De maneira análoga a isso, o que se observa na realidade brasileira contem-

porânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que portadores do vírus HIV enfrentam dificuldades de convivência na sociedade. Nesse prisma, convém anali-

sar e discutir a discriminação e falta de empatia dos brasileiros e a negligência es-

colar.

Em primeira análise, é notória a contínua discriminação sofrida por cidadãos Soro-

positivos, os quais são intitulados “imundos” por uma sociedade ignorante. A escri-tora Marina Colasanti, em sua crônica “Eu sei, mas não devia”, elucida acerca de como as pessoas banalizam os problemas sociais. Sob essa ótica, esse pensamento

se concretiza na sociedade brasileira, visto que a marginalização pelo povo e até pelos famíliares da vítima é recorrente, e que, na maioria das vezes não conhecem a forma de propagação do vírus e nem as formas de tratamento. Desse modo, essas pessoas são excluídas de encontros familiares e de um relacionamento, ocor-

rendo como consequência problemas psicológicos graves.

Além disso, evidencia-se a ignorância das instituições de ensino, que estão mais focadas em notas dos alunos do que em promover projetos que os conscientizaria e desmistificaria os estigmas relacionados ao vírus da Aids. Essa ausência de ação implica na formação social desses estudantes, que tratam desse assunto com irrelevância. Consoante a isso, Nelson Mandela postula que “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Sendo assim, em decor-

rência de uma falha dos educandos, o problema perdura no país.

Destarte, torna-se indiscutível a tomada de medidas para solucionar os estigmas associados ao vírus HIV. Para isso, cabe ao Ministério da Educação realizar uma campanha educativa com o tema “A importância do conhecimento sobre o vírus da Aids” por meio de palestras, com portadores do micróbio e com agentes de saúde, dentro das escolas e universidades públicas, com o fito de garantir máxima informação para os presentes. Por fim, com essas medidas, a realidade brasileira contemporânea se aproximará da sociedade da obra “Utopia”, citada inicialmente.