O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 07/07/2022
O importante não é viver, mas viver bem. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tomado tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para as pessoas afetadas pelo estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, a falta de informação sobre o assunto, e a falta de educação sexual nas escolas acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeiro lugar, deve-se pontuar que a falta de informação sobre o HIV, está entre as causas dessa problemática. Desse modo, de acordo com o Índice de estigma associado às pessoas vivendo com HIV no Brasil, publicado em 2019, 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram estigma ou discriminação por viver com HIV. Dessa forma, a falta de informação que afeta a grande maioria da população, leva as pessoas a associarem a doença à promiscuidade e a pobreza, criando um preconceito daquilo que não se sabe, o que leva a atitudes discriminatórias com palavras, gestos, omissões, e distanciamento físico, que afetam os doentes tanto quanto a doença.
Ademais, a situação se agrava quando não existe educação sexual nas escolas. Nessa perspectiva, segundo Cleiton Euzébio, diretor do programa das Nações Unidas sobre HIV, a educação sexual nas escolas não é uma ideologia, mas ciência. Nesse sentido, a implantação da educação sexual nas escolas seria fundamental para reduzir o estigma associado a doença, tendo em vista que os alunos aprenderiam sobre os devidos cuidados para não acometer a doenças, e também seriam orientados a conviver e respeitar as pessoas afetadas sem qualquer tipo de discriminação.