O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 13/07/2022
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), provocada pelo vírus HIV, é um distúrbio imunológico que, quando não tratado, pode levar à morte. Apesar da gravidade dessa doença, uma significativa parcela de soropositivos optam por omitir o diagnóstico por conta do preconceito de uma população desinformada. Consequentemente, os infectados não procuram tratamento adequado e, com isso, o número de óbitos por AIDS atinge níveis alarmantes. Nesse contexto, discute-se sobre o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira.
Em primeiro plano, vale ressaltar a desinformação como principal pilar desse preconceito. Isso pois, desde a década de oitenta(1980), diante do surto dessa “nova” doença misteriosa que acometia, principalmente, o gênero masculino, a AIDS passou a ser reconhecida, de forma equivocada, como a “doença dos homossexuais”, o que agravou a aversão contra esse grupo, assim como aconteceu com os artistas declarados “gays”: Freddie Mercury e Cazuza. Dessa forma, surgiu o tabu em relação ao vírus HIV.
Todavia, o avanço da medicina constatou a manifestação da doença em mulheres. Como resultado disso, sabe-se hoje que, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus pode ser transmitido não só por relação sexual, seja ela heteroafetiva ou homoafetiva, mas também por transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas e por via vertical, ou seja, da mãe infectada para o feto. Apesar de toda essa informação, no entanto, muitos cidadãos não têm acesso a tal conhecimento e, por conseguinte, tomam atitudes preconceituosas e cientificamente infundadas, como o uso de máscaras e o distanciamento de pessoas infectadas.
Destarte, cabe ao Governo Federal adotar a democratização do conhecimento por meio da disponibilidade de cartilhas educativas e gratuitas à população. Dessa maneira, será possível combater a desinformação e fornecer um maior conhecimento sobre a doença, além de acabar com o tabu e com o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira.