O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/08/2022
No ano de 1987, a princesa Diana marcou a história da luta contra o vírus HIV: durante visita ao hospital Middlesex, em Londres, apertou a mão de um portador do vírus, sem luvas. Tal fato contribuiu para a educação do mundo inteiro acerca da AIDS, permitindo o início da quebra do estigma que perdura até hoje, o qual leva diversos pacientes ao quadro depressivo e os exclui da sociedade.
Sob esse viés, é possível identificar a relação entre a depressão e pessoas que apresentam o vírus da imunodeficiência humana: chega a 40% em alguns estudos, afirma a Dra. Keilla Freitas, médica infectologista. Com o diagnóstico de muitos pacientes sendo tardio (cerca de 60%, de acordo com o website Scielo), se torna difícil ter alguma esperança de vida, o que leva muitos ao suicídio.
Em oposição a isso, no atual ano de 2022, já são contabilizados 4 pacientes curados do HIV graças ao transplante de células-tronco, de acordo com o portal de notícias Agência Brasil. A cura garante para os indivíduos o retorno da vida “normal” em sociedade, os reintegrando na mesma, após afastados pelo preconceito que ainda persiste.
Em suma, torna-se necessário o respeito acerca dos portadores do vírus, e a permanência de seu lugar na sociedade, assegurando-lhes o direito garantido na Magna Carta de 1988. Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde investir em pesquisas e no tratamento de pacientes com AIDS, e garantir que o acompanhamento psicológico para os mesmos seja gratuito. Ao mesmo tempo a isso, é necessário que o MEC (Ministério da Educação) implemente programas que atuem na base da educação, quebrando o estigma que rodeia indivíduos que portam o vírus, assim garantindo uma sociedade mais justa e inclusiva.