O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/08/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, declara a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. No entanto, o atual cenário fere essa garantia quando evidencia o estigma associado ao vírus HIV no Brasil. Nesse sentido, é notável que esse é um problema que persiste na sociedade brasileira devido ao silenciamento social e a negligência governamental.
Nessa perspectiva, convém enfatizar o silenciamento social. Em consonância, a escritora brasileira Martha Medeiros, discorre em uma de suas obras sobre a ausência de debate social, afirmando que o indivíduo silencia tudo aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é perceptível a relação da afirmação da autora e o impasse, visto que a população quer silenciar pessoas soropositivas, isso acontece pela falta de informações sobre a patologia.
Ademais, vale ressaltar a negligência governamental. Segundo o filósofo inglês Jonh Locke, o Estado, enquanto garantidor dos direitos fundamentais, deve assegurar uma vida confortável à sociedade. Sendo assim, é nítido que o poder público não cumpre com o seu papel legislativo, uma vez que o governo não cria programas que incentivem sujeitos com AIDS a realizarem diagnósticos e tratamen-to adequado.
Logo, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde, órgãos do Poder Executivo federal brasileiro, devem criar campanhas de conscientização em escolas e universidades, por meio de investimento público, com a finalidade de promover maior conhecimento para a população sobre o vírus HIV. Após essas ações, espera-se que haja uma melhora no que tange à problemática, conforme a escritora brasileira Martha Medeiros.