O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 25/09/2022

Ao afirmar a transitoriedade do tempo, em sua célebre canção “O Tempo Não Para”, o compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois o preconceito social contra soropositivos não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde meados de 1980, no auge da doença. Desse modo, na hodiernidade, as dificuldades persistem, seja pela discriminação popular, seja pela ineficácia de políticas públicas.

Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a intolerância com quem contraiu o vírus está entre as principais causas dos impasses para se ter um país livre de repúdio. Nessa óptica, é relevante ressaltar que as pessoas excluem e retiram do seu ciclo social os soropositivos, fazendo com que se sintam mal e rejeitados, o que pode afetar seu psicólogico e o tratamento da aids, o que se torna preocupante. Dessa forma, é pertinente citar o discurso de Bernard Shaw, no qual ele conceitua que o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas mentes, não conseguem mudar nada.

Além disso, a escassa participação governamental como mais um dos fatores que agravam o problema. Acerca disso, há uma falta de apoio em forma de matérias e projeto promovidos, que tenham o intuito de mudar o posicionamento preconceituoso de uma grande parcela da população, e demonstrando o sofrimento de ser desprezado, como os que vivem com HIV. Ademais, falta também oportunidades de emprego e estudo, para aqueles que acabam perdendo ou se afastando pela doença, devido os julgamentos que sofrem frequentando tais locais, e então ficando desconfortáveis.

Fica evidente, portanto, que tais ações expostas dificultam o fim dessa relutância.

Para isso, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo cumprimento das normas educacionais, deve promover aulas de educação sexual nas escolas, visando maior conhecimento dos alunos, e incentivando o cuidado e preservação com o corpo, e a compaixão com o próximo. Outrossim, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração da saúde pública, têm de realizar palestras aberta ao público em geral abordando sobre a prevenção, e incentivando o apoio as pessoas.