O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2022
O sociológo Émile Durkheim definiu anomia como um mal presente na sociedade, causada pela ausência de regras morais, bem como jurídicas. Atualmente, há uma anomia relacionada ao estigima sobre o vírus HIV no Brasil. Logo, é imprescindível analisar o berço do imbróglio: o preconceito familiar e social. Então, essa problemática deve ser resolvida.
Nesse viés, depreende-se que a familia não dá apoio suficiente para os contaminados. De acordo com a teoria do sociológo Zygmunt Bauman, as “Instituições Zumbis” são aquelas que perdem seu verdadeiro papel. De maneira analóga, em algumas situações, os familiares ignoram, desrespeitam, ademais discriminam seus parentes soropositivos - indivíduos infectados pelo HIV, mas sem o quadro clínico de aids-. Ainda tentam disvincular-se, exclui-lô e esquecer do assunto para criar uma idealização de um grupo familiar “perfeito”, invés de ter empatia com o próximo.
Outrossim, o preconceito é constante na sociedade brasileira. Conforme pesquisas da Agência Brasil EBC , mais de 46% dos participantes infectados relataram serem vítimas de comentários discriminativos sobre a sua condição. Analogamente, as fofocas e estigmas provocam a evasão da pessoa quanto ao tratamento eficiente contra o vírus HIV. Isso tudo agrava a situação da epidemia.
Infere-se, portanto, que esse problema deve ser extinguido para uma população mais saudável. Cabe à mídia divulgar os sintomas, tratamentos disponíveis nas regiões, informações, além disso incentivos nas redes sociais e em programas comunicativos, ademais selecionar datas da semana para avisar constantemente sobre o assunto, a fim de educar a população acerca do tema. Ainda, as escolas devem adicionar o conteúdo sobre vírus nas apostilas, com a finalidade de evitar que estudantes estejam despreparados no futuro. Assim, existirá menos uma anomia no Brasil.