O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 24/10/2022

Segundo o pensador iluminista Voltaire ‘‘Preconceito é opinião sem conhecimento’’. A luz dessa perspectiva, percebe-se que a realidade não se difere da distopia supracitada, no que concerne os preconceitos enfretados pelos portadores do vírus HIV no Brasil. Mas também o forte estímulo da sociedade que maquia a doença, através de ocultação de informação, exclusão do vírus, como também a carência de campanhas disseminadas pelo o governo sobre tal problema.

A priori, o Brasil conta com 29.917 casos notificados de Aids com uma queda significativa de 20,7% referente ao ano de 2019, segundo Boletim Epidemiológico de 2021. Todavia, tal enfermidade apresenta números alarmantes e de pouco conhecimento social verídico sobre a doença, repercutindo números de DSTs - Doenças sexualmente transmissíveis. Ademais, os preconceitos acerca dos portadores do vírus, que além de enfretar o tratamento médico diário é discriminado por opinões sem fundamentos como as formas de transmissões exteriores que já afirmadas cientificamente erradas, mas que permanecem na população por não haver conhecimento efetivo básico.

Outrossim, a ausência de campanhas governamentais em canais midiáticos e escolares sobre as DSTs, corrobora com a exclusão das pessoas soropositivo, refletindo a baixa adesão do tratamento gratuito garantido por lei e o crescente número de obitos dado pelo o vírus. Visto que identificado que o maior problema não é a falta de tratamento eficaz e gratuito, mas sim a massante ingnorância social com estigmas que afastam a luta das pessoas citadas anteriormente contra a recuperação da saúde da vivência social.

Posto isso, urge o Ministério da Educação, promover campanhas nas escolas em que haja abertura para tirar dúvidas sobre doenças sexualmente transmissíveis, de modo que a geração jovem detenha o conhecimento; que trabalhe projetos em conjunto com as escolas, buscando envolver o Município por meio de palestras oferecida a população acerca de teste, tratamento, meios de transmissão e acolhimento humanizado aos sujeitos soropositivo; com fito a realizar a desconstrução desses empecilhos e que diminua os casos de Aids no País.