O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/11/2022
No início dos casos da Aids, grande parte dos infectados eram pessoas da comunidade LGBTQ+, em função disso, a doença era chamada de forma pejorativa, como “a peste gay”. Apesar de passados anos, ainda hoje, existem pessoas com estigma associado ao vírus do HIV. Tal situação ocorre pela falta de informações e pelo tabu existente na sociedade brasileira.
Nesse cenário, primeiramente, percebe-se que a carência de informações sobre a Aids está presente no problema. Segundo o filósofo Voltaire, “Preconceito é opinião sem conhecimento”, nesse contexto, é notório que grande parte dos cidadãos brasilienses não tem o entendimento sobre a doença o que os faz terem atitudes hostis em relação aos soropositivos. Sob esse viés, é válido destacar a princesa Diana, que chocou o mundo desinformado e discriminatório, ao apertar a mão de um paciente com aids e assim mostrar que não é necessário evitar o contato com essa população, o que trouxe grande repercussão sobre o vírus.
Ademais, outro fator influenciador é o tabu presente na sociedade. Em consequênia da sexualidade ser uma dos maiores tabus da sociedade desde muitos anos, o HIV por ser um vírus transmitido por relações sexuais sem a devida proteção, torna ele cada vez mais ocultado da sociedade. No entanto, de acordo com a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, para pensar em soluções para uma realidade é preciso tirá-la da invisibilidade, destarte, é evidente que é indispensável que se descontinue a propagação dessa restrição em se discutir sobre a temática.
Portanto, faz-se necessário solução para esse impasse. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, produzir vídeos educativos sobre o assunto e divulgá-los em plataformas gratuitas para todos poderem ter acesso, a fim de mostrar informações coerentes e verídicas sobre o vírus, para que dessa forma os brasileiros obtenham conhecimentos e deixem de praticar atos preconceituosos contra esses indivíduos. Além disso, o Ministério da Educação deve realizar palestras em escolas e universidades sobre a infecção, por meio de entrevistas com pessoas soropositivas para que o tabu deixe de existir dentro da sociedade. Espera-se que, dessa maneira, as pessoas infectadas com o HIV consigam viver sem sofrer com os estigmas associados ao HIV no Brasil.