O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 12/11/2022
Na série americana ‘‘Greys Anatomy’’ retratou, em um dos episódios, sobre o início da descoberta do vírus da imunodeficiência humana, HIV, e sobre como a desinformação afetou negativamente a vida das pessoas com Aids. Nesse contexto, assim como na série, há um receio quando o assunto é o HIV, uma vez que os portadores sofrem preconceito e exclusão por parte da sociedade brasileira. Assim, a falta de conhecimento e a lacuna institucional são fatores que contribuem para a estigmatização do patógeno.
Nessa perspectiva, a carência de informações sobre o tema potencializa a aversão. Sob esse viés, a série brasileira ‘‘Sob pressão’’ retrata a angústia de um dos personagens ao descobrir que possui o HIV e os médicos tentam desconstruir uma série de preconceitos acerca da doença. Dessa forma, fica claro que o vírus é um tabu na sociedade e, por isso, as pessoas que o possuem sofrem discriminação. Com isso, quando a ignorância sobre a temática prevalece, a ocorrência do problema é estimulada.
Além disso, a conduta ineficiente do Sistema Único de Saúde, SUS, reforça a repressão. Segundo Zygmunt Bauman, existem ‘‘instituições zumbis’’ nas quais apesar de estarem presentes na sociedade, o cumprimento da sua função é ineficaz. Desse modo, é notório que o SUS não obtém êxito ao lidar com o HIV, uma vez que não trabalha para desmistificá-lo e, assim, não contribui com a aceitação. Logo, a falta de preparo da instituição é um erro por colaborar com a repulsa do assunto.
Portanto, a falta de informações e a falha do sistema fomentam o estigma associado ao microorganismo. Por essa razão, é dever do Ministério da Saúde, órgão federal responsável pelo SUS, criar campanhas de conscientização por meio de palestras nos hospitais a fim de informar sobre o vírus. Ademais, é papel do Governo Federal, órgão responsável pelo bem-estar da sociedade, promover melhorias na instituição de saúde por meio de reformas nos seus objetivos. Apenas com essas medidas, os portadores do agente infecciosos não sofrerão com o preconceito.