O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico
Enviada em 08/09/2025
No livro de ficção científica “Fahreheit 451”, de Ray Bradbury, é retratado um futuro distópico em que as casas são dominadas por telas, mantendo os indivíduos constantemente entretidos e afastados do pensamento crítico. Assim, ao inserir a imagem criada pelo livro no contexto brasileiro em relação aos inúmeros casos de sedentarismo eletrônico, infere-se que o uso em excesso à telas acabou se tornando, de forma prematura, uma realidade no Brasil, no qual se manifesta a partir da ausência de atividades físicas. Em razão disso, deve-se discutir o papel do Estado no setor escolar e midiático.
Em um primeiro momento, é necessário entender a relação entre a educação física ensinada nas escolas e o sedentarismo oriundo da tecnologia. Para fundamentar essa ideia, de acordo com Sir. Arthur Lewis, economista ganhador do Nobel, a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido. Por conseguinte, entende-se que o sedentarismo é uma extensão da inércia educacional, já que o ensino escolar promove a educação física como uma disciplina de menor relevância, o que favorece a manutenção dessas pessoas no grupo de subumanidade. Dessa forma, o Estado deve desenvolver medidas que visem valorizar e otimizar a qualidade do ensino relacionados à saúde física no Brasil.
Sob outra ótica, a compreensão acerca da importância da mídia na formação da autoimagem de cada indivíduo é imperativa. Para isso, de acordo com Pierre Levy, filósofo francês, “toda tecnologia gera os seus excluídos”. A partir disso, compreende-se que o futuro dos indivíduos com relação à saúde e bem-estar está sendo comprometido pela ausência de estímulos midíaticos que priorizem estilos de vida mais ativos e equilibrados. Desse modo, é evidente que medidas precisam ser adotadas para combater o sedentarismoa gravado pelo uso excessivo de telas.
Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação valorize a Educação Física nas escolas e que o Ministério das Comunicações promova campanhas nas mídias sociais para incentivar hábitos saudáveis. Com isso, será possível reduzir os impactos do sedentarismo causado pelo uso excessivo de telas e promover mais qualidade de vida à população.