O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico
Enviada em 11/09/2025
O futuro da humanidade vem se mostrando gravemente ameaçado diante do crescente sedentarismo técnológico, baseado no vício nas telas e mídias digitais. Essa problemática afeta de forma ampla os jovens e os adultos, principalmente após o período de pandemia da Covid-19, onde pudemos observar uma grande evasão populacional das atividades físicas. Empecilhos para a prática de exercícios físicos como o vício em telas não afetam a população somente com o sedentarismo, mas conjuntamente com disturbios psicológicos cada vez mais recorrentes entre a juventude.
Nesse sentido, de acordo com o IBGE, cerca de 47% dos brasileiros e 84% dos jovens, atualmente, se encontram em estado de sendetarismo. Esses dados geram preocupação com a saúde da população, uma vez que o sedentarismo pode causar problemas motores, posturais, oftalmológicos e de saúde mental. Entre o público juvenil, atividades físicas, ao ar livre e esportes tradicionalmente praticados por jovens não são mais visualizados como atraentes ou divertidos, e sim vistos como cansativos por demandarem esforço físico.
Ademais, é crucial destacar que os maiores causadores desse sedentarismo são as redes sociais, que produzem estimulos rápidos seguidamente, gerando assim uma alta carga de dopamina e vício, uma vez que seus algoritmos são programados para mostrar seguidamente conteúdos dos interesses pessoais dos usuários. Sob este viés, destaca-se também o quão maléfico isso pode ser a mente humana, lesando-a cada vez mais e a impedindo de pensar, estimular a criatividade e gerando sérios problemas na saúde mental do indivíduo.
Portanto, vale ressaltar que a técnologia não é um instrumento que causa exclusivamente o mal, mas que se usadas de formas corretas elas podem estimular a prática de atividades físicas por meio de programas. Para que problemáticas como essa sejam revertidas é necessário que haja o incentivo direto da família. Dessa forma, os meios de comunicação também devem conscientizar a populaçaõ da relevância dos exercícios físícos para a saúde da população e como isso pode afetar diretamente o cotidiano. Logo, o sedenterismo advindo da técnologia poderá ser intermediado no Brasil.