O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico
Enviada em 11/09/2025
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática regular de atividades físicas para uma correta manutenção da saúde. Todavia, contrariando a OMS, muitos seres humanos cedem ao crescente sedentarismo tecnológico e prejudicam seus futuros. Nesse contexto, há de se analisar a dependência de plataformas de socialização e a omissão do Estado.
Diante do exposto, o vício em redes sociais é causa do crescente sedentarismo tecnológico. De acordo com o neurocientista Eslen Delanogare, essas plataformas são construídas de modo a atingir o sistema de recompensa do cérebro humano, fazendo com que o uso delas se torne frequente. Nesse sentido, na presença de um celular que apresenta conteúdos tão apelativos e interessantes ao indivíduo, como os vídeos curtos do TikTok, as atividades físicas geralmente se tornam menos atrativas do que o o uso do aparelho. Dessa forma, cria-se uma rotina que se distancia dos exercícios e que aproxima o ser humano de um futuro com maior risco de doenças cardiovasculares, a exemplo de infarto e hipertensão.
Além disso, a negligência governamental também faz crescer a população tecnologicamente sedentária. Segundo o cronista José Falero, no livro “Mas em que mundo tu vive?”, o Estado não fornece toda a infraestrutura necessária para uma vida plena, sobretudo nas áreas periféricas. Sob essa ótica, é evidente, nas cidades, a reduzida presença de locais públicos para a prática gratuita de atividades físicas variadas, tais como piscinas de natação, quadras de tênis e pistas de atletismo. Desse modo, por falta de opções, o interesse dos habitantes em se exercitar fica reduzido, deixando-os mais propensos a permanecer em casa, sujeitos ao uso de entretenimento eletrônico e com um futuro propenso à obesidade.
Portanto, a dependência de redes sociais e a omissão do Estado devem ser mitigadas. Para isso, o Governo Federal - detentor dos meios para a transformação social - deve, ao mesmo tempo, divulgar campanhas informativas sobre o potencial viciante das redes sociais e construir centros esportivos gratuitos nas comunidades. Essas ações serão realizadas por meio do investimento de parte da arrecadação pública, a fim de afastar os brasileiros do uso excessivo das telas e de incentivá-los a praticar esportes regularmente.