O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico

Enviada em 16/09/2025

O sedentarismo é um fator de risco para inúmeras doenças crônicas não-transmissíveis de acordo com o Ministério da Saúde. Aliado a esse problema o uso exagerado de tecnologias por crianças e adolescentes, agrava ainda mais essa condição, pois atividades como correr, caminhar, pedalar, brincar ao ar livre tem sido substituído pelas inúmeras horas de exposição às telas. Praticar atividade física é um hábito saudável e deve ser incentivado e fazer parte da rotina das pessoas em todos os ciclos da vida, desde a infância até o envelhecimento.

Em primeira análise, a atividade física proporciona vários benefícios para saúde humana, tanto no âmbito físico, mental e social, pois evita que as pessoas desenvolvam doenças cardiovasculares, obesidade, câncer, entre outras. Contribui também para a interação social, crianças e adolescentes que brincam ao ar livre ou praticam atividades coletivas são mais comunicativas, resilientes e se envolvem menos com o uso de drogas ilícitas quando jovens. De acordo com a Organização Mundial de Saúde é recomendado que as pessoas pratiquem atividade física por ao menos 5 horas semanais.

Em segunda análise, é notável que o uso excessivo das tecnologias não só por crianças e adolescentes, mas também por adultos, tem contribuído para que o sedentarismo aumente. Afinal, a exposição exagerada às telas gera hábitos viciantes por serem facilmente mais atrativas e consome o tempo que poderia ser realizado atividades físicas. Esse comportamento, no entanto, tem se tornado preocupante, uma vez que segundo dados do IBGE 47% da população brasileira é sedentária.

Portanto, afim de que esse panorama seja modificado, faz-se necessário que os pais adotem conscientização e comportamento exemplar para proporcionar oportunidades aos filhos na realização de atividades físicas prazerosas. Além de promoverem substituições diárias em práticas simples, como caminhar até a escola, supermercado, subir escadas ao invés de elevadores, frequentarem praças e espaços de diversões e tenham o controle do tempo de uso das telas, com o intuito de evitar complicações futuras referentes à saúde da humanidade.