O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico

Enviada em 22/09/2025

Barão de Itararé, famoso jornalista alternativo durante a Ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Partindo desse pressuposto, o futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico se apresenta como um dos “nós” a serem desatados na sociedade. Em suma, para resolver esse problema é necessário a diminuição da negligência parental, bem como da falta de visão e entendimento sobre esse âmbito.

Diante desse cenário, é imperativo pontuar a negligência parental como promotora do impasse. Assim, desde cedo os pais permitem acesso integral à celulares, tablets, computadores e vídeo games aos seus filhos. Em virtude disso, por terem grande potencial adictivo, esses objetos causam dependência e fazem com que os indivíduos desde a infância prefiram o uso dessas tecnologias ao fazer algum esporte ou atividade que movimente o corpo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 47% da população brasileira é sedentária. Logo, fica claro que a omissão familiar atua nesse quadro prejudicando a qualidade de vida dos indivíduos, e precisa ser sanada.

Ademais, é importante apontar a falta de visão e de entendimento sobre o assunto como colaboradoras da problemática. Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só evolui quando um se mobiliza com o problema do outro. Com isso, para a ascenção social é necessário que os indivíduos, de foma coletiva, mudem sua visão e percepção de mundo, pois estão apáticos em relação ao sedentarismo, perdurando esse caso. Logo, isso precisa ser mudado, já que a prática de esportes e a promoção de atividades que movimentem o corpo são essenciais para a saúde física e psicológica.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que o problema cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar a negligência parental e a falta de visão sobre esse âmbito, o Governo deve investir na criação de campanhas publicitárias, por meio de parcerias com o Ministério da Educação, -em redes sociais, televisão e internet-. Tal iniciativa, terá a finalidade de incutir nos cidadãos a necessidade de realizarem atividades físicas regularmente para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Só assim, esse “nó” será desatado, como descrito por Barão de Itararé.