O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico
Enviada em 08/10/2025
A tecnologia garantiu ao ser humano inúmeras conquistas, como o contato entre populações distantes fisicamente, avanços educacionais e de entretenimento. Porém, diante de tantos avanços, em pleno século XXI, no Brasil, instrumentos como tablet, notebook e televisão acabam se tornando viciosos, nocivos e garantem, para muitos, o sedentarismo tecnológico. Sob essa ótica, é necessário analisar que a escola não está fazendo seu papel corretamente, nem o Governo que, por deficitária atuação, permite que o futuro dos seres humanos seja ameaçado, diante do crescente sedentarismo.
De início, um fator que corrobora para o problema é o Estado não cumprir o que versa a Constituição Federal de 1988, que afirma que todos devem ter acesso ao entretenimento e ao acesso tecnológico, mas versa, também, sobre o direito à saúde. Conclui-se, então, que para que os dois direitos estarem em consonância, cabe ao Estado atuar de forma efetiva, por meio de publicidade que apure a sensibilidade dos brasileiros e que imponha limites em aplicativos, sites, televisões e jogos que tenham práticas nocivas, que exija implementação de controle parental e controle a idade dos usuários. Dessa forma, enquanto não há atuação do Governo, o Brasil não deixará de ser o quinto país mais sedentário do mundo, segundo a OMS. Isso não ocorre devido à não conscientização geral da sociedade.
Há quem duvide da importância da escola contra o sedentarismo, mas efetivamente é essa a instância que pode instruir e educar os cidadãos sobre uma vida mais saudável. Analisando o pensamento de Kant, o homem é resultado do que a educação fez dele e, assim sendo, são as instituições de ensino que tornam os brasileiros mais críticos e razoáveis perante uma realidade que aliena. Vê-se, então, que é devido a deficitária grade curricular que faz com que isso persista.
Portanto, infere-se que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Cabe, assim, ao Ministério da Saúde e da Cultura que exijam o controle parental no uso de aplicativos, que contenham práticas nocivas, via judicial, visando uma sociedade mais críticas. Cabe, também, às escolas que, por incremento da grade curricular, introduzam debates e palestras que exponham as consequências do problema para apurar a sensibilidade dos alunos e garantir avanços sociais.