O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico

Enviada em 05/11/2025

O autor polonês Zygmunt Bauman é conhecido por utilizar a metáfora da “liquidez” para descrever a natureza fluída, mutável e instável da modernidade líquida. Apesar dessa ideia ter sido criada no século passado, ela nunca se mostrou tão atual para a atual sociedade e com o advento das tecnologias domésticas e a popularidade das redes sociais, o sedentarismo tecnológico tem se mostrado cada vez mais gradual. O algoritimo se mostrando mais lapidado ao gosto do usuário nas redes sociais e o entreterimento acomodado dos videogames, mostram-se como dois fatores que se destacam facilmente neste tema.

A animação americana “Wall-E” exemplifica bem o futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico. Não só crianças como também adultos e adolescentes estão progressivamente menos dispostos às práticas de exercícios físicos, acomodando-se mais aos prazeres das redes sociais, como as plataformas práticas dos “reels” do “Instagram” e do “Tiktok”. Tendo ao seu favor, o algoritimo que a cada atualização, torna-se mais convidativo ao gosto do usuário, diminuindo qualquer possibilidade de recorrer aos exercícios físicos.

Da mesma forma como os videogames, que preocupam pais desde a sua popularização a partir da década de 80, criando-se o “boom” de sua praticidade domiciliar. Sob esse viés, as atividades físicas acabam não encontrando espaço no cotidiano, permitindo que não apenas o deficit de motores básicos como correr e pular sejam diminuídos, assim como dificuldades observadas pelos professores de educação física em alunos que não conseguem se desenvolver em aula pelo sedentarismo.

Isto posto, é notável que a evolução crescente das tecnologias domésticas sejam um impecílio para o ser humano diante do crescimento sedentário. No entanto, é possível converter esse possível futuro com a redução do uso de aparelhos eletrônicos, como a ação conjunta do Governo Federal com a mídia para a fomentação de propaganda, eventos e atividades acessíveis para a população, possibilitando o aumento dos laços familiares entre adultos, crianças e adolescentes, além da criação de rotinas para reter o uso de aparelhos em casa. Possibilitando assim o desvio de um futuro humano sedentário tecnológico.